Em 2005, quando pensávamos na experiência do usuário, considerávamos em especial desenvolver para usuários felizes de Internet Explorer. Do ponto de vista de um desenvolvedor, parecia um terreno fértil e próspero fazer seu site (palavra que parece velha no contexto léxico atual da web) em HTML, meia dúzia de CSS inline, PHP quando era dinâmico e as adoráveis animações em flash, e às vezes o site era todo um “caixote” interativo feito em flash (em off, eu tinha um bem legal por sinal).
Pois bem, depois desses anos de diversão, a web se tornou um terreno sério sem volta. O Google norteando os padrões, a meu ver, até mais do que a W3C. Já não se cabe caixas fechadas em flash e aplicações que não se pode indexar dados. Maravilha esse é o padrão, vamos adotar!
Onde quero chegar evocando os fantasmas dessa velharia? O terreno da web aparentemente sempre foi um terreno de se pensar em padrões, certo? Bom, isso sempre foi a utopia.
Se falando em desenvolvimento front end e experiência do usuário, atualmente temos dois mundos muito distintos:
De um lado temos grandes empresas desenvolvendo excelentes tecnologias para melhoria de desempenho e produtividade do Dev girando em torno do mundo fantástico do javascript. Para a experiência do usuário, o Google anunciando o novo web responsivo, que abre um leque gigante de customizações pessoais para você navegar do seu jeito… tudo isso, dentro do já caótico mundo das variações de resolução e densidade das telas.
Do outro lado, marginalizado, temos a documentação WAI, que prevê padrões de acessibilidade, documento lá dos tempos do flash, esquecida pela maioria dos produtos digitais. Ou seja, isso significa milhões de pessoas que não conseguem fazer o básico do dia a dia no mundo das telas, e olha que aqui estou apontando aqueles que tem acesso, mas não conseguem acessar.
Em resumo, continuamos a velha utopia da Web democrática e em prática sempre se distanciando… entrando quase em 2022 penso na web que estamos construindo. Se estamos construindo pequenos prédios de escadas espirais ou se realmente a intenção é construir arranha-céus com elevadores para todos.
E aí o que você acha?

Luciano Rocha Pereira
Desenvolvedor front end
na Avanti e-commerce
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